Santuário descrito na Bíblia é descoberto em Israel

Arqueologia Israel

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No livro II Reis, a Bíblia relata os esforços do rei Ezequias em abolir a adoração a deuses pagãos. “Ele removeu os lugares altos, destruiu as pedras sagradas e cortou os pilares de Aserá”, dizem os textos sagrados. Agora, uma importante descoberta no Parque Nacional Tel Lachish, entre o Monte Hebrom e o Mar Mediterrâneo, em Israel, indica que a censura à idolatria pode ter realmente acontecido. Pela primeira vez, arqueólogos descobriram um santuário do século VIII a.C. com altares intencionalmente destruídos e uma latrina de pedra instalada, para profanação total do local.

— Esta descoberta é um exemplo iluminado do verso que descreve o rei Ezequias — disse Zeev Elkin, ministro de Jerusalém e de Proteção do Patrimônio e do Meio Ambiente. — Diante dos nossos olhos esses novos achados se transformam nos versos bíblicos e falam por voz própria.

As escavações foram realizadas entre janeiro e março deste ano pela Autoridade de Antiguidades de Israel. A parte norte do complexo foi escavada há décadas por uma expedição britânica, mas agora os arqueólogos revelaram todo o portão da cidade de Lachish e se surpreenderam com os achados. De acordo com os pesquisadores, trata-se da maior estrutura deste tipo datada do período do Primeiro Templo em Israel.

— O tamanho do portão está consistente com os conhecimentos históricos e arqueológicos que possuímos, pois Lachish era uma grande cidade, a segunda mais importante depois de Jerusalém — disse Saar Ganor, que dirigiu as escavações. — De acordo com a narrativa bíblica, os portões das cidades eram os locais onde “tudo acontecia”: os anciões, juízes, governadores, reis e funcionários, todos se sentavam nos bancos no portão. E esses bancos foram encontrados em nossa escavação.

O portão de Lachish forma um quadrado com 24,5 metros de lado. Ele consiste de seis câmeras, três de cada lado, divididas pela rua central da cidade que passava entre elas. Artefatos descobertos nesses cômodos indicam que eles foram usados no século VIII a.C. Na primeira câmara estão bancos com apoio para os braços e numerosos jarros e frascos, alguns com selos reais.

Duas das peças possuem o selo lmkl hbrn, que significa “pertence ao rei de Hebrom”. A palavra lmkl está escrita em uma outra peça, junto com a figura de um escaravelho. Outra impressão traz o nome lnhm avadi, provavelmente um alto oficial durante o reinado do rei Ezequias. Para os arqueólogos, os indícios apontam para a possibilidade de os jarros estarem relacionados à preparação do reino de Judá para a guerra contra Senaqueribe, que comandava a Assíria.

ALTARES DESTRUÍDOS INTENCIONALMENTE

A continuação da construção leva à entrada do santuário, cujas paredes foram tratadas com gesso branco. Segundo Ganor, o caminho para o portão do santuário forma uma escada que leva a uma grande sala, onde havia um banco onde as oferendas eram colocadas. Uma abertura exposta num dos cantos desta sala leva ao local mais sagrado da edificação, onde os pesquisadores encontraram peças surpreendentes.

— Para nossa excitação, encontramos dois altares com quatro chifres e lâmpadas e potes de cerâmica. O mais interessante é que os chifres do altar foram intencionalmente cortados! — disse Ganor. — Provavelmente, isso é evidência da reforma religiosa atribuída ao rei Ezequias, que centralizou o culto religioso em Jerusalém e destruiu altares construídos fora da capital.

Além de cortar os chifres do altar, uma latrina foi instalada dentro desta sala sagrada como símbolo da profanação final do local. Os pesquisadores descobriram num dos cantos da sala uma estrutura de pedra em formato de cadeira, com um buraco no centro. Em outras passagens, a Bíblia descreve a instalação de latrinas como forma de abolir locais de culto, como feito pelo rei Jeú contra os adoradores de Baal.

Testes de laboratório indicaram que a latrina de pedra nunca foi usada. Dessa forma, os pesquisadores concluem que a colocação da peça dentro da sala mais sagrada do santuário foi simbólica. Depois disso, a sala foi selada, até ser agora descoberta pelos arqueólogos. O portão de Lachish foi destruído por Senaqueribe em 701 a.C. As escavações revelaram vestígios dos combates, como pontas de flechas e pedras de fundas, que indicam batalhas corpo a corpo na entrada da cidade.

— Essas descobertas se juntam a longa lista de achados que iluminam nosso passado histórico, que é manifestado no solo do nosso país e nos escritos do Livro dos Livros — disse Miri Regev, ministro da Cultura e Esportes.

Fonte: OGlobo

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